Terceiro bimestre é o momento mais decisivo do professor do que do próprio aluno

TERCEIRO BIMESTRE – HORA DE REVER O ALUNO COMO UM TODO

Terceiro bimestre é o momento mais decisivo do professor do que do próprio aluno

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O Terceiro bimestre é uma fase difícil e complicada para muitos professores de escolas públicas e particulares, tudo isso porque o aluno que vem não conseguindo superar suas habilidades e atingir as competências necessárias, se com uma nota inferior da média, podem prejudicá-lo e levá-lo à reprovação.  Muitos professores acabam “deixando” o aluno com nota insatisfatória neste bimestre e, no quarto, abrandando-o e levando a aprovação. É aí que mora o erro! Na verdade, o bimestre, chave da transição para a aprovação ou não, é o terceiro e quarto bimestre. Um deve juntar-se ao outro na tentativa de fazer o aluno progredir.

Para fazer com que o aluno progrida é essencial que você tenha o observado durante todo o ciclo. Não me digam que não há tempo para isso e que o professor está sobrecarregado, como ouço por aí, pois se é feito com foco e diariamente, nada fica acumulado. O acompanhamento se dá aos alunos que não atingiram as competências e habilidades durante os bimestres anteriores, não é feito com todos os alunos, mas, sim, com alunos defasados.

Então veja o que o professor precisa ter em mãos no começo do ano:

1º – As competências e habilidades, conteúdos e projetos que serão feitos e desenvolvidos durante o ano letivo. Assim, você conseguirá montar um Plano de Ensino focado ao aluno.

2º – Faça menos avaliações e com qualidade. No mínimo duas já dão para ter uma ideia de avanço.

3º  – Observe se há aluno com “necessidades especiais”. Se tiver, verifique e busque no planejamento com outros professores atividades que podem garantir de fato a inclusão.

4º Ao aplicar a primeira avaliação. Verifique o aluno que tirou abaixo de três e separe. Após os que ficaram entre (3 a 6). Faça uma devolutiva com as questões que os alunos mais erraram. Fique de “olhos bem abertos” nos alunos que tiveram notas inferiores. Aponte perguntas e reexplique o conteúdo se necessário. Traga um trabalho com questões parecidas com que eles erraram mais. Aplique para todos, mas observe apenas os que estão em sua lista.

Obs: Anote em sua caderneta esses alunos e guarde em uma pasta as avaliações e trabalhos que entregou a eles.

5º Aplique mais uma avaliação e, ao corrigir, para e separe as avaliações dos alunos que estão em sua lista. Se algum aluno foi mal, acrescente em sua lista.

Faça isso nos dois primeiros bimestres. Haverá aquele aluno que realmente não quis aprender. Acredite, tem aluno assim. Principalmente Ensino Médio, mas o Infantil e Fundamental ainda dá para contornar.

Nos dois primeiros bimestres, observe os alunos que ficaram e não atingiram. Você está fazendo a sua parte. Lembre-se você é professor e não milagreiro. Cobre tarefas extras e fique “em cima” dos alunos que não estão rendendo.

Ao final do segundo bimestre. Os alunos que mantiveram abaixo do básico, é hora de chamar os pais e responsáveis para a conversa, pois é certeza de que eles, os pais, não aprecem nas reuniões bimestrais. Converse com eles, com o aluno e se possível o Orientador Educacional ou Mediador ou Coordenador Pedagógico. Mostre a eles o trabalho que vem realizando. As avaliações de aluno que estão abaixo do básico deverão ficar arquivadas até o fim do ano. Diga aos pais a sua atenção para com o filho e gostaria de entender o motivo pelo qual não está “rendendo”, lógico que estes que foram chamados e se você fez tudo que está acima, são aqueles alunos que não estão se esforçando, o próprio aluno sabe disso. Diga que você quer entender e precisa do esforço dele para poder aprová-lo. Registre tudo.

No terceiro bimestre, ao começar, mostre um vídeo motivador e ilustre os caminhos que podem seguir naquele semestre. Tendo em vista que a progressão é necessária para a aprovação. Caso contrário, você, aluno, reprovará. Verifique a visão dos colegas e da gestão se é favorável à reprovação, se não forem, daí entra o seu decisivo.

Se disserem que o aluno vai ser aprovado de qualquer maneira, continue fazendo o mesmo procedimento dos bimestres anteriores. Se o aluno permanecer com nota “vermelha”, dê trabalhos grandiosos para ele. Diga que assim poderá colocar uma nota básica e possivelmente possa ter a aprovação, ao final do bimestre, dê uma média que ele consiga recuperar. No quarto bimestre, seja implacável. Dê trabalhos e avaliações. Deixe o aluno correr. Após, aprove-o. Assim ele pensará que se fizer, será aprovado. Nunca deixe o aluno pensar que se fizer ou não será aprovado da mesma forma. Vá tirando isso. Anote tudo o que ele está fazendo que possa prejudicar sua aprendizagem. Ele se assustará, pode confiar.

Se a visão for de reprovação: Chame-o particular e diga a ele sua preocupação. Diga que fará de tudo para ajudá-lo, mas ele tem de querer. Faça tudo que fez nos bimestres anteriores. Continue o acompanhando e, todos os dias, lembre a ele que você está fazendo o possível e o aluno também deverá fazer.

Com qualquer uma das visões da gestão, de aprovação ou reprovação, faça um relatório anual ao final. Coloque o que foi feito para este aluno. Anexe seus trabalhos e avaliações e entregue à coordenação ao final do ano.

O professor precisa saber qual a visão da escola e trabalhar em cima, sem fugir à regra. Anote as observações dos alunos que estão defasados. Etiquete suas defasagens e o acompanhe com outros trabalhos, devolutivas e avalições, se ele conseguiu superar as competências e habilidades requeridas.

No terceiro bimestre é um momento decisivo mais para o professor do que para o aluno, pois qualquer ação equivocada poderá mostrar a ele, aluno, que não precisa estudar tanto assim para ser aprovado, ou o fará “acordar”, pelo menos o mínimo, para buscar sua aprovação, por isso pense bem na nota que deixará seu aluno neste bimestre. Ele será a fonte de brigas ao final do ano com colegas, e, no ano seguinte, poderá mostrar ao aluno que mesmo não fazendo, passou. Está na hora de mostrar a eles que para passar é preciso trabalhar!

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