QUEM FICA E QUEM VAI PARA A SÉRIE SEGUINTE?

QUEM FICA E QUEM VAI PARA A SÉRIE SEGUINTE?

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Final de ano sempre as mesmas perguntas e as mesmas respostas:

Quem passará de ano? Todos.

Quem ficará? Ninguém…

O que adiantou toda aquela pressão na gente, se vai passar todo mundo? Nada.

Mas se você me acompanhou por aqui, soube dinamizar os últimos bimestres e mostrar ao aluno que ele não prosseguirá sem lhe dar uma contra partida em habilidades e competências. Quem chegou agora, uma dica: releia meus artigos e faça tudo diferente o ano que vem.

Se o professor não fez os procedimentos eficazes para barrar um aluno, saiba que a melhor maneira de lidar com isso é a aprovação. Não adianta colocar a culpa no sistema, se você falhou ou deixou alguns pontos sem visões pedagógicas do aluno durante o ano. Não adianta ficar resmungando ou se cobrando que determinado aluno passará, e que não tem as habilidades mínimas pedidas para a série, se não fez sua parte. Não questione. Passe!

Quando eu disse isso em uma capacitação, fui indagado por uma professora dizendo que sua profissão perdeu a tomada de decisão e não tem mais valor perante um sistema que faz com que o aluno passe de ano sem saber. É legal ouvir isso, este questionamento foi tese de minha monografia de graduação, onde falei sobre o sistema de ciclos, defendi o sistema. Acho que, para grandes cidades, é viável em questão de vagas, fica para um outro dia este assunto, mas o professor não é nenhum Juiz para tomar uma decisão aprovação ou desaprovação, pois, muitos professores, desculpe a minha franqueza, não tem competência e habilidade para avaliar. Além disso, se formos buscar a analogia da reprovação, ficou claro que muitos professores entendiam que o aluno tinha de se adequar a ele, caso quisesse aprender. Do contrário, ao final do ano, a caneta vermelha era seu modo de punição e o reprovava.

O professor tem de entender que não é alguém que pode julgar determinado aluno, tendo em vista que ele mesmo, em muitas circunstâncias, é pior. Dou consultoria educacional e já vi de tudo em escolas e tipos de professores. Reclamam que não tem capacitação, quando tem, uns faltam, outros ficam se preocupando com a hora e muitos não estão nem analisando sua formação de conhecimento. O sistema de ciclos permite ao aluno uma progressão continuada e que tenha um acompanhamento preciso (já falamos como isso pode ser feito), assim, ao final do ano, o professor possa fazer junto à coordenação um Raio-X do aluno e entregá-lo para o ano seguinte ao novo professor sua visão. E o trabalho continuará.

O que acontece é que o aluno não está tendo este acompanhamento preciso, principalmente nos anos iniciais, o professor pega o aluno no ano seguinte com defasagens. Não sana, porque não as conhecem, e continua o conteúdo. Vira uma bola de neve. Resultado: não se tem um avanço.  O educando nota isso e corre para o lado da indisciplina. Podemos comprovar que a maioria dos discentes que tem dificuldades são indisciplinados. Pois é uma maneira de não mostrar aos amigos que não sabe determinado conteúdo.

Se você não acompanhou como deveria, não se culpe, passe o aluno e comece a acompanhar no ano seguinte. Se você acompanhou, é hora de sentar com a coordenação e a equipe de professores e verificar se estas defasagens podem ser solucionadas e como podem ser solucionadas. Além de identificar se o ano seguinte pode contribuir para o avanço.

No sistema educacional, há professores bons, também, mas estão, muitas vezes, perdidos. É hora da coordenação colocá-los no caminho e focar na observação e acompanhamento do aluno. Como? Isso fica para um outro artigo.

 

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