PROFESSORES PRECISAM DE UTOPIA PARA CONTINUAR PROGREDINDO E NÃO DE HIPOCRISIA

PROFESSORES PRECISAM DE UTOPIA PARA CONTINUAR EVOLUINDO E NÃO DE HIPOCRISIA

 

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Falar de utopia é realmente uma incrível utopia. Quem diria que Thomas Morus, um humanista inglês que deixou seu legado entre 1477 a 1535, deixaria uma palavra tão bem utilizada para os profissionais de áreas que identificam as dificuldades, mas não os caminhos que possam seguir para chegar ao ideal. Em diversos cursos que ministro em nível superior ao abordar sobre Educação Infantil e Ensinos Básicos de como deveria ser aplicado o brincar, aprender e construir, a grande maioria ri e diz que isso é uma tremenda utopia. Pensando nestes casos, resolvi fazer este artigo.

Em conversas e debates sobre vários assuntos da Educação com profissionais da mesma, quando falo de que maneira deve ser atribuída a lição de casa, o brincar nas Instituições infantis e a leitura e escrita em escolas do Ensino Fundamental e médio, muitos respondem que a grande maioria das ações é utópica, haja vista que não se tem tempo de fazer uma total preparação e que muitos não têm uma formação apropriada para se construir estes procedimentos com o ano letivo. O que é engraçado é verificar professores reclamando que os administradores locais, estaduais ou federais não dão suportes necessários para seu trabalho como capacitações, mas quando tem, são os primeiros a não irem ou reclamarem em estar ali, recebendo a capacitação. Então, cheguei a uma questão: é preferível utopia ou hipocrisia para professores?

Em um recente debate em um dos grupos de consultorias que tenho via internet, muitos professores alegaram que os dois são negativos, mas tenho a ideia de que a hipocrisia é mais prejudicial do que a utopia, pois em sua etimologia, esta indica uma descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade e, aquela indica ato ou efeito de fingir, de dissimular. Sou mais um professor sonhador na escola do que um realista, pois, neste termo, não me refiro naquele que nos mostra a verdade para que consigamos achar uma saída para determinados problemas educacionais, mas aquele que mostra a sua verdade com pessimismo e sem perspectiva de melhorar suas ações e a escola.

Sou professor universitário e dou palestras para estudantes e capacitações para as prefeituras, todos os secretários dizem a mesma coisa, os professores reivindicam capacitações e jogam seus péssimos desempenhos ao sistema que não dá ferramentas necessárias para evoluir, mas quando tem, como capacitações, reclamam do horário, do dia, outros faltam, abonam. Ações generalizadas. Isso é a hipocrisia. Retirar sua responsabilidade e jogar no outro seu fracasso, fingindo-se de bons profissionais.

Se pegarmos Galeano, ele nos mostra que a Utopia é como se fosse o horizonte, damos dois passos para frente, para tentar alcançá-lo e ele dá dois passos para traz. Assim, ampliando ou continuando a mesma distância e nunca chegamos ao ideal. Mas se pararmos para pensar, verificaremos que estamos andando ao ideal. Estamos progredindo. Isso é fundamental para chegarmos a uma qualidade educacional. Ela não pode ser completa, mas será sempre um desenvolvimento. Quando digo que as creches precisam de monitores formados em Pedagogia, muitos riem, porque, para eles é algo inalcançável. Infelizmente, muitas prefeituras usam os cargos para transferirem ajudantes gerais ou serviçais. Com isso não há uma qualidade mínima. Quando são orientadas de como educar e cuidar de uma criança, alegam ser jogadas ali sem capacitação necessária, mas quando têm e colocam alguém para mostrar o caminho, reclamam, porque não costumam seguir regras. Agora, utopia ou hipocrisia?

Temos de ter uma escola ideal para irmos moldando a nossa e pensarmos, sem sobra de dúvidas, que estamos progredindo e chegando ao ideal, mesmo estando longe do que é visto, mas é melhor andar do que ficar criticando e usando as falhas de nossos superiores para justificarem às nossas. Temos de crescer e assumir nossas falhas, corrigir nossas ações e visualizar nossos caminhos para chegarmos ao nosso horizonte.

 

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