OS FUNCIONÁRIOS QUE ESTÃO NA ESCOLA NÃO SERVEM

OS FUNCIONÁRIOS QUE ESTÃO NA ESCOLA NÃO SERVEM

creche

Se você é professor ou faz parte da gestão, vai saber do que estou falando. Muitos funcionários que estão na escola não servem. Faxineiro que não quer limpar. Inspetores que não querem contatos com alunos e secretários que não querem atender. Mas por que isso acontece e o que se deve fazer? (…)

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Antes de tudo, é essencial saber que não é só a sua escola que tem funcionários que só fazem fuxicos e fofocas e não querem trabalhar. Em muitas secretarias que fiz consultoria é sempre a mesma coisa: não tem onde colocar determinado funcionário, porque em muitas áreas, ele já passou ou as pessoas que administram já conhecem a “figura” e não o aceitam, então, ele é mandado para escola.

A gestão da escola tem sempre a visão de que quanto mais gente, melhor. Sempre precisa de funcionários e acabam aceitando. Mas, depois de algum tempo, ele começa a mostrar que não serve para a instituição. O que fazer?

Em muitos municípios, a creche é a área mais afetada por incompetência pedagógica. Todos, inclusive os monitores, estão ali por desvio de função. Ninguém entende nada sobre Educação, não querem saber. Acham que é só tomar conta de criança e está tudo bem, mas não se tem uma visão clara de seu posto e o que isso afeta na criança. Além de tudo isso, os que estão ali são pessoas que não têm um nível educacional avançado ou mediano, pois são garis, serviçais e ajudantes, não desvalorizando, mas estão com uma cultura de fazer apenas o necessário e não estão dispostos a progredir. Quer ver a confusão armada? Coloque alguém que entenda de Educação, como uma pedagoga, para administrar a creche e você verá os confrontos diretos e o gabinete de prefeito lotado de reclamações e para ele não perder voto e sabe que quanto mais estudo a pessoa tem, mais compreensivo, acaba trocando a pedagoga do local e colocando alguém que não tem visão nenhuma. Daí, os problemas recomeçam com reclamações de pais. Mas estes procuram a secretaria Municipal de Educação e quem ficará “mal na situação” é a própria secretária que não tem o que fazer. Se retirar o funcionário, quem irá? A área poderá ficar desfalcada.

Com tudo isso acontecendo, dentro de escolas, o conflito é eminente, pois há pessoas com grau de Educação maior que outras e que visam à melhoria da qualidade de Educação e vem em choque de funcionários que já estão descontentes com os seus afazeres e que não estão contentes por estarem ali. Fazem os seus serviços razoavelmente, mas alguém precisa ficar em cima para isso acontecer, porque senão, fazem pela metade, sobrando para o professor.

Em muitas escolas, o problema é com faxineiros e merendeiras. São elas que “mandam” e nós, professores e gestores, obedecemos. Faxineiro resmunga sobre a sala de professores. Resmunga por deixar aluno ir ao banheiro. Resmunga por deixar aluno ir tomar água e ainda fofocam de situações que elas mesmas acham indevidas e contam a gestão. Tem gestor que entra “na onda” e acaba indo contra o próprio professor por causa de funcionários mal remunerados e descontentes com o que fazem. Já vi gestor pedir para que o professor, antes de sair, peça aos alunos recolherem os papeis do chão, muitos chegam ao absurdo de pedirem ao aluno passarem panos nas carteiras. Não estou dizendo que professor não precisa fazer isso. Estou dizendo que a sala realmente deve ser CONSERVADA. O que isso quer dizer? Se o professor a pegar limpa, ao final, verificar e deixar como estava. Sem papeis. Sala limpa é sala de aprendizagem, mas não é dever do professor limpá-la, mas, sim, conservá-la.

Então, o que fazer com estes funcionários? Se for creche, a prefeitura deverá investir em capacitações e bonificar empregados que queiram fazer Pedagogia para continuarem ali. Faz-se necessário mostrar a importância da creche para os funcionários e mostrar o que pode melhorar na vida deles permanecendo ali. E se o prefeito não fizer isso? Já é um bom motivo para não votar nele ou em seu companheiro nas próximas eleições. Lembrem-se que Educação no país não rende voto. Por isso, muitos não se preocupam.

Quanto em escolas, à coordenação precisa verificar se os funcionários estão andando juntos com a proposta da escola. Faça uma reunião mostrando as funções e onde eles podem contribuir. Após, não deixe que funcionário desvalorize ou fofoque sobre professores, deixe claro que há pessoas qualificadas para isso. Se for preciso, faça um relatório sobre ele e mande para a secretaria. Neste relatório deve conter a proposta pedagógica e o que o funcionário não está contribuindo. Espere retorno. Caso a resposta seja como sempre: Não temos onde colocá-la, vá direto a outros departamentos e verifique se querem fazer uma “troca” de funcionários. Geralmente, as trocas são feitas por funcionários que também não rendem em determinada área. Saiba que virá alguém pior ou igual à que você está enviando. Mas, seja otimista, antes de começar a trabalhar. Sente com este novo funcionário e diga que sabe o que ela estava passando e que ali poderá ser diferente. Diga que você a pediu especificamente para algumas funções e a quer como colaboradora do processo.

O que temos de entender é que não pode sobrar para os professores e coordenadores fazerem funções operacionais, como merendas e limpeza, pois já temos atribuições por demais. Precisamos fixar no aluno, pois trabalhamos por ele e para ele. Funcionários, se não servem, passe os para frente. Não se desgaste, pois temos uma escola para gerenciar. Professores para orientar, e alunos para devolvermos à sociedade com ferramentas que os levarão ao sucesso.

 

 

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