FAÇA SEU ALUNO SEU PARCEIRO E O RETIRE DO ABAIXO DO BÁSICO

FINAL DO 1º BIMESTRE – PANORAMA GERAL DA TURMA – ÉPOCA DE FAZER E REPASSAR

 

6 MESES

Final do primeiro bimestre é hora de visualizar a turma e rever alguns procedimentos. Neste artigo, indicarei melhor forma de repassar a responsabilidade aos alunos e mostrar, completamente, que sua função é ajudá-los e não puni-los. Como?

No início do bimestre, você mapeou a sala com as defasagens dos alunos, além de ter tido acesso aos relatos dos professores anteriores e do diagnóstico final da turma no ano anterior, tudo isso lhe deu novos caminhos para trabalhar. Você fez isso neste bimestre e avançou com o novo conteúdo. Após a primeira avaliação, (por lei o aluno necessita de no mínimo duas avaliações diferentes por bimestre, mas indico duas avaliações por escrito, uma atividade a mais e a avaliação de recuperação. Lembre-se, o aluno precisa da avaliação de recuperação e isso precisa estar na caderneta, caso o aluno entre com recurso perante a decisão de reprovação, você seguiu corretamente a lei.) faça um gráfico com quatro indicadores da turma: ABAIXO DO BÁSICO, BÁSICO, ADEQUADO E AVANÇADO. Transforme em porcentagem e apresente aos alunos. De início, eles ficarão um pouco confusos, mas depois identificarão que este é o melhor caminho: transparência.

Faço isso sempre, e quando chego em um novo colégio e apresento os dados após a primeira prova, eles me olham com um certo receio, mas depois me devolvem com as frases: MELHOR ASSIM – ISSO É BOM!

Antes de entregar as provas, falo sobre as minhas expectativas antes da correção e o que identifiquei ao corrigir. Entrego as avaliações para a devolutiva e depois coloco no quadro os números. Ao colocar, converso que o panorama não serve apenas para entendermos o desenvolvimento da sala, mas para colocarmos metas às próximas avaliações.

Exemplo: Se o professor tiver duas classes do mesmo ano – 8º A e B, uma será diferente da outra, precisa saber identificar para colocar metas, precisa ter os pés no chão. Seguindo o exemplo, verifiquei através dos dados colhidos no início do ano e no desenvolvimento das aulas que o A é mais rápido em pegar o conteúdo que o B, mas o B tem menos alunos. Então, feito o panorama da classe, os dados ficaram assim:

8ºA

– Abaixo do básico – 25%

– Básico – 38%

– Adequado – 27%

– Avançado – 10%

Note que existe um quarto no abaixo do básico e a nossa meta, professor, é retirar os alunos que estão abaixo do básico. Diga aos alunos que não é feio estar no abaixo do básico, mas é feio ficar até o final do ano nele. Estipule uma meta a classe e pergunte se é possível atingi-la. Eles dirão que sim, depois que você fizer um belo posicionamento sobre os dados. Continuando neste exemplo, percebemos que é uma série que pega o conteúdo rápido, então, dando uma olhada mais profunda nas provas dos alunos abaixo do básico identificou os erros: Exemplo, se o conteúdo for morfologia, e a questão que a turma mais errou foi a de substantivo, faça uma breve explanação sobre o conteúdo novamente ao corrigir a questão, mostre aos alunos o que deveriam ter visto para chegarem a resposta.

A devolutiva é um ponto central para retirar os alunos dos níveis e avançá-los em seu trabalho. Não diga que isso é utopia e que não há tempo para fazer, pois sou professor e tenho aproximadamente 40 aulas em sala e faço isso. Saiba como otimizar seu tempo no conteúdo exclusivo do Clube do Prof. Coordenador. Faça uma análise de quantos alunos acertaram cada questão e na devolutiva comece com as questões que a turma mais errou e traga, de uma maneira diferente, o conteúdo cobrado.

Após, se a próxima avaliação for do mesmo conteúdo ou de um outro que necessita desse, faça uma meta. Lembre-se que esta meta não pode contar alunos com distúrbios mentais ou de caráter social.

METAS

Abaixo do Básico – 10% – Note que tiramos daqui 15% desses alunos, pois temos a convicção que a turma é boa e é de fácil evolução.

Básico – Retire 10% para colocar no adequado e acrescente os 15% do abaixo do básico – 43% como meta – diga a eles que o aluno precisa progredir continuamente e que não espera que um que está abaixo vire avançado de uma hora para outra, faz-se necessário um trabalho.

Adequado – 30% como meta, você retirou 7% que vão para o avançado e acrescentou o do básico – Deixe claro que o aluno não pode cair, ele pode oscilar. O aluno adequado pode tanto ir para o avançado quanto para o básico, ele não pode chegar ao abaixo do básico. Diga que trabalhamos com progressão e não com regressão.

Além disso, peça que os alunos levem suas provas abaixo da média para seus pais assinarem. Sei que muitos vão reclamar e haverá uma resistência para isso, mas mostre que a ação é para protegê-los. Diga que o aluno necessita de uma pontuação mínima para ser aprovado, que se ele foi ruim agora, não apavore, peça para mãe assinar e traga-a de volta, guarde-a até o fim do ano letivo, assim se o aluno progredir, mas não atingir a média para a aprovação, com as provas assinadas, poderá provar a progressão do aluno e por fim ser aprovado, caso contrário, você, professor, não brigará por ele.

Quando pediam para que fizesse essas análises, no começo, criticava, mas depois meu trabalho ficou muito melhor. Sei o que minha turma precisa e os ajudo. Além de “atacar” os pontos críticos da classe, consigo diminuir o abaixo do básico, porque o aluno colabora comigo, ele entende que estou do lado dele. E no fim, posso cobrar ainda mais, e ele me retornar com mais intensidade seu ciclo de aprendizagem.

Obs: As notas para classificar se o aluno está no Abaixo, Básico, Adequado e avançado vai mudando em cada bimestre. Venha para o clube e saiba como metrificar. 

 

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