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ESCRITOR ALEX DE FRANÇA DÁ ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA A 2ª EDIÇÃO DA FLAL

O Festival de Literatura este ano está com várias entrevistas e bate papos exclusivos com os autores. Entre ele, o nosso professor e escritor Alex de França Aleluia respondeu algumas perguntas do público.

Leia na íntegra:

Bom dia, pessoal. Vamos a mais um dia de entrevistas? Então, vamos começar.

Biografia:

Alex de França Aleluia é professor de Literatura em escolas públicas e particulares, professor universitário e capacitador na área educacional. Já escreveu livros educacionais e obras literárias como “O Aniversário”, publicado anteriormente. É membro da Academia de Letras do Brasil, palestrante cultural para jovens e adolescentes, além de contador de histórias para crianças.

Entrevista:

(Michelle Paranhos) Vocês se preocupam com a mensagem transmitida aos seus leitores por sua história? Ou você não pensa nisso ao publicar?

Sempre. Não podemos escrever por escrever, da mesma maneira de ler por ler. Quando pego em um livro, quero aprender algo com os personagens. Quero aprender algo para a minha vida. A Literatura é a única que consegue transmitir uma única essência para várias vidas.

(Sara Marie) Olá, tbm falando sobre a construção da personalidade do personagem, eu gostaria de saber se isso vem naturalmente na hora da escrita ou se é necessário fazer pesquisas para que a personalidade se encaixe perfeitamente na história?

Não. A construção da personagem é muito importante saber antes do início do conflito, pois se não temos esta precisão, não temos como caminhar pela história, pois a personagem pode ficar incoerente em algumas ações. Precisamos saber quem ela é para podermos colocar em suas ações a compatibilidade de sua magnitude de vida.

(Paula Lessa) Em que momento percebeu que o seu livro era tão bom para você, quanto para o público?

Sempre escrevi. Mas nunca tinha vontade de mostrar o que sabia. Minha família não entendia dessas coisas, leitura não era de sua vivência, então fiquei calado até meus 20 anos. Quando reescrevi uma história que havia criado aos 16 anos, pedi para minha chefe ler sem dizer de quem era o escrito. Ela leu e achou que era do Machado de Assis (risos), foi ali que vi que meus escritos tinham de estar nas mãos das pessoas.

Qual foi a cena mais difícil de se escrever? (Lari Patricio)

Mais difícil eu não sei, mas que foi aterrorizador foi. Tive de ficar um tempo sem ler. Precisava digerir. A cena de O ANIVERSÁRIO, quando a protagonista, amedrontada, pega um taco e espera a ação se repetir. E a do Pacto dos Inteligentes, quando Oliver e Belmonte estão frente a frente. O FBI inteiro para, para assistir. Foi dramático e ao mesmo tempo delirante.

Qual a sua opinião a respeito de clichês? Um livro bom é aquele completamente original, ou um clichê bem escrito pode ser bom? É possível fugir de clichês? (Vivian Santana)

Só vira clichês por um motivo: porque funciona. Não sou da linha dos Clichês, mas entendo quem faça. Sigo meu coração e gosto da originalidade.

Qual a parte de escrever uma história vc mais gosta? (Tadeu Montingelli)

A da Peripécia, mas a que mais me suga é a parte do reconhecimento da personagem. A mudança de sorte e a cena onde tudo clareia ao personagem me fazem incendiar.

Qual o critério utilizado para escolha do titulo de seus livros? (Marizeth Maria Pereira)

O Conflito do tema ou o caos do personagem.
Quando escreve vc se fecha para o mundo que o cerca? Se isola? (Dom Rodrigo Miranda)

Sim. Muito. Precisamos viver e sentir o personagem, ou nos colocamos na pele dele ou como amigos dele. Não podemos nos influenciar em outros coisa a não ser no drama.

Como não dá para viver como escritor, neste país, qual é a sua profissão principal?

Sou professor de Literatura. Vivo das Letras literalmente.

Você se sente mais à vontade como escritor, ou, na sua profissão principal? (Matheus Gabriel Castro Bezerra)

Como escritor, mas minha profissão vem muito a contribuir para a escrita.

Vocês têm dicas para as pessoas que desejam ser escritores? (Ironi Jaeger)

Acho que a única dica que tenho é: leia muito!

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