ARTIGO DE OPINIÃO: O QUE O GOVERNO QUER?

O QUE O GOVERNO QUER?

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É inacreditável como tudo de ruim que acontece envolvendo a área Educacional é culpa do professor. É inacreditável como a sociedade cai direitinho na estratégia do governo para colocar o professorado na ala das piores profissões do mundo. São inacreditáveis como os políticos esquecem-se sua trajetória escolar e abandonam a Educação sem escrúpulos e sem ressentimento. É inacreditável como os cargos de Secretarias, muitas vezes, são ocupados por pessoas que não sabem nada sobre a Educação e como melhorá-la. Agora o que o Governo quer?

Na administração do Governo Serra, no estado de São Paulo, colocou à frente da secretaria a Maria Helena que tinha como objetivo de reduzir os temporários nas escolas públicas de São Paulo, que para os estudiosos danificam o processo de ensino – aprendizagem em ciclos, pois o professor tem de acompanhar o progresso do aluno e com temporários não davam para seguir o projeto pedagógico, já que os mesmos, cada ano, estavam em escolas diferentes.

Então, tiveram a brilhante ideia de dividir a classe de professores em “alfabetos” e com eles o orçamento educacional. Antes disto, apenas tinham  os concursados e os chamados de “não efetivos” que se reuniam todo inicio do ano em busca de miseráveis aulas, colocando professores o dia inteiro, muitas vezes, em ginásios para escolha de sobras de aulas.  Mas ainda tinham aulas e conseguiam se manter durante o ano, tendo ainda direitos assegurados.

Após, Maria Helena, trouxe uma lei, encerrando portarias destes profissionais e ainda trazendo alguns que estavam fora do sistema. Em outras palavras, todos os professores que estavam fora do sistema público desde 2007, poderiam retornar para o estado tendo como vitalício, dez horas aulas, tendo ou não, ficariam os chamados “estáveis”. Os que estavam no estado depois de 2007 foram jorrados para uma categoria “L”, onde se mantinham com vínculo e recebendo benefícios assegurados até 2011. Os novos foram jogados para a categoria “O”, onde são apenas contratos sem direitos aos benefícios como férias, bonificações e ainda 13º salário. Para piorar, o Governo colocou uma prova de avaliação ao final de ano com a desculpa de dar qualidade educacional ao sistema público e o professor que não atingisse a meta, não poderia participar da “humilhação de atribuição de aulas”, até seria bom para filtrar alguns professores, mas isto não funciona, porque as categorias podem favorecer professores.

A prova poderia ser bem vinda se jogasse todos os professores no mesmo nível e os acertos suas posições, mas não é assim, pois os professores “F” passando ou não na prova são obrigados a escolherem primeiro na atribuição, e o professor da categoria “O” se passou em primeiro lugar, será um dos últimos.

Assim, o Governo colocou quase metade de Concursados, outra de estáveis, os chamados “F” e o que sobra é para os “L”, que agora não existe mais, e por fim os “O”. E sabe o que aconteceu?

Os novos na profissão desistiram e agora não há nem eventuais ou os chamados substitutos das áreas e os estáveis “F” que não possuem aulas, mas recebem mesmo assim, são obrigados a darem aulas de todas as disciplinas. E cadê a qualidade? Um professor de Língua Portuguesa dá aulas de Física, Química e Matemática e se não está contente a orientação é exonerar seu cargo.

O estado mostrou dados que diminuiu seus temporários, mas não mostrou qualidade educacional.

Então, o que o governo quer? Você sabe responder?

Repasse isto em sua rede social para ver se o Governo responde para nós!

MAIS SOBRE O AUTOR

Alex de França Aleluia é professor de Língua Portuguesa e Escritor de cinco obras, entre eles um livro especifico sobre Educação, a qual fala do sistema de Ensino no Estado de São Paulo e o outro desabafa sobre a vida diária de um professor. Ambos foram elogiados por especialistas de Educação. Já foi coordenador do programa Escola da Família de Sebastianópolis do Sul e em Nhandeara. Trabalhou na rede particular de Ensino. Já trabalhou com o sistema Objetivo e Seta, SER, da editora Abril, e em duas escolas voltadas a concursos públicos e acompanhamento escolar. Atualmente trabalha no GRUPO TECMED. É pesquisador de Educação há oito anos, dá capacitação para professores da rede pública e privada, dá palestras a alunos e professores sobre leitura; participa de fóruns voltados à Educação, fez cursos voltados à Gramática Normativa, Redação Escolar e Gestão pública. Atualmente trabalha na tese de Mestrado, na área Gestão Pública Educacional. Participou de duas temporadas na Rádio Jornal de Nhandeara a qual falava sobre os desafios da Educação no Brasil.

Escreveu em 2011 para o portal RADAR REGIONAL, hoje escreve para blogs de notícias espalhados pelo Brasil. Trabalhou em um portal voltado às eleições de Nhandeara, onde fazia entrevistas com os principais candidatos da região.
Escreveu um folhetim em 2013 para o Jornal A CIDADE de Votuporanga, chamado DIÁRIO DE UM GAROTO APAIXONADO, coberta por 17 capítulos.
Escreveu artigos e crônicas. Ainda no jornal A CIDADE, fez um projeto mostrando o dia a dia dos paulistanos, AS CRÔNICAS DE SÃO PAULO, assim chamada.

blog http://www.professoralexdefranca.wordpress.com

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