RESENHA CRÍTICA DA OBRA – O ANIVERSÁRIO

A Adriana Vargas, uma grande escritora, soltou agora pouco uma resenha crítica da festa mais comentada do ano. O ANIVERSÁRIO.

Saiba mais no link e veja abaixo

http://modoeditora.blogspot.com.br/2012/03/resenha-de-o-aniversario-alex-franca.html

Resenha de O ANIVERSÁRIO, Alex França Aleluia

Capa – Denis Lenzi
Resenha – Adriana Vargas
Publicação – MAIO

 
 
Sinopse: SINOPSE: De repente, uma previsão – algo terrível poderia acontecer no dia da festa de aniversário dos 15 anos de Talita, como ela poderia evitar esta tragédia? Sente-se aliviada em saber que tudo não passou de um grande sonho. Mas, ao acordar identifica que este terrível pesadelo passa a se tornar realidade. Ela corre contra o tempo para anular sua festa, porém o seu destino encontra-se nas mãos da própria sorte. Um livro repleto de suspense e mistérios que irão tirar o fôlego do começo ao fim. Você está convidado para esta festa!

Impressões da Resenhista:

 
Este é um tema que aborda os mistérios submersos no psíquico humano, que se expressam sem hora marcada no cotidiano, de repente – uma impressão produzida pelos objetos exteriores num órgão dos sentidos se dá por uma memória ou uma simples lembrança de algo que aconteceu tão instantaneamente, fique conservada em sua mente – você guardou algo, que “não presenciou”, ao presenciar novamente você tem a estranha sensação de já ter vivenciado aquele fato. 
 
Muitas vezes, nossa memória pode falhar; nem sempre se consegue distinguir o que é novo do que já era conhecido. Lendo o livro e entrando na trama apresentada, o desejo era de um déjà vu para conhecer o que o autor sentiu quando escreveu o livro – O Aniversário. A trama é tão real, que me perguntei diversas vezes – Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? – sem dizer do impacto causado, mesmo que queira, não consegue parar de ler, isso se dá pelo motivo de querer descobrir o que acontecerá na página seguinte. No entanto, todo o estado de ansiedade que causa esta obra, vem acompanhado do sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Não convivemos diariamente com tal situação, embora toda pessoa já deva ter tido algum, mas… a personagem, vive assim, constantemente… Em cadência de fatos, que nunca se sabe, o que é real ou imaginário, como se todas as sensações, ocorridas dentro do livro fossem palpáveis. Mas o que mais me impressionou, foi o fato de que nem o mais perturbador dos filmes de suspense me deixaram com as mãos frias, ávidas, tentando desesperadamente descobrir os tantos mistérios que contem esta obra.
 
Senti-me um pouco confusa, ou indecisa, ou triste junta com a protagonista, pois sentia com ela, a dor que era ter a memória sem a limpidez de outros tempos, como se tudo não passasse de uma grande cilada, a qual todos eram suspeitos, e quando se caia na realidade, acreditando que tudo não passava de um sonho, acontecia novamente, fatos idênticos e pessoas diferenciadas, suspeitos de crimes amorais, atos subvertidos, deslealdade, talvez… sonhos desfeitos. Pobre Talita!
 
Não há nada de esquisito em não se recordar de um livro que se leu ou de um filme a que se assistiu, ou de um fato que deveria ser importante, estranho mesmo (e aqui entra-se no déjà vu) é sentir que a ação que se mostra tão familiar e conhecida, não deveria sê-lo. Ficou nítida a sensação esquisita de estar revivendo com a personagem (ela se tornou intima de minha leitura), alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que se tenha acontecido algum dia, mesclando o irreal com o real, por terem correlação com as pessoas mais ligadas a personagem ( novamente senti o desejo de falar de Talita como se fosse a mim mesma, o autor me permitiu isso durante a leitura). Mas, o que é mais intrigante nesta questão é o fato do autor experimentar esta estranha sensação, passar para o papel e o milagre acontece – ele transmitiu a mensagem! E deve ser por este motivo que sua obra foi selecionada como digna de publicação.
 
O livro foi escrito através de uma linguagem bastante acessível, o texto mescla momentos de narração – que é feita em primeira pessoa – com momentos de diálogos diretos internos, que dão maior realidade à história.
 
É possível afirmar que este livro é um expoente máximo de espontaneidade, fugindo de técnicas, deixando o leitor impressionado com um desfecho inesperado, que abre um gancho para a continuação e revelação de tantos mistérios que até então, me deixaram intrigadas, fazendo-me perguntar, o que será de Talita? Como se ela realmente existisse e fosse surgir nas notícias dos jornais a qualquer momento, revelando de forma exponencial – a natureza cruel do ser humano. 
 
Aqui, segue o convite para esta festa, um cor-de-rosa aniversário de 15 anos, recheado de sangue, medo e mistérios.
 
Adriana Vargas
Escritora, advogada, poetisa, coordenadora do CNA e agente literária MODO.
 
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